História

Márgelo Barbosa no ateliê

Márgelo Barbosa tem quase 70 anos, é artista e cabeleireiro, e há mais de cinquenta anos abre a mesma barraca na Feira Hippie de Belo Horizonte todo domingo.

Na pandemia, em 2020, o salão fechou e as mãos não pararam. Nasceu ali uma coleção inteira de macramê, feita em casa, sem previsão de quando a feira voltaria. Quando ela voltou, a coleção estourou, e o crochê veio logo depois.

Hoje o Márgelo desenha e prototipa cada bolsa nas próprias mãos, no ateliê. A peça aprovada segue para o que ele chama de quartel de crocheteiras: mais de 35 mulheres, segundo o Sebrae Minas, em quatro bases de produção, no Alípio de Melo e no Planalto, em Belo Horizonte, em Vespasiano e em São João del Rei. Adri e Laís comandam o quartel. Ele diz que não tem colaboradoras, tem parceiras: o que ele vende atinge a elas também.

Quando a barraca virou fila, em 2025, a família entrou junto: a irmã assumiu o comercial e o atendimento, o cunhado o administrativo, a sobrinha as vendas. As peças já foram parar nos Estados Unidos, na França, na Itália, na Espanha e na Suíça.

A circularidade é bandeira, não campanha. O fio de malha das linhas Nina e Luana é sobra da indústria têxtil que seria descartada. A loja do Mercado Novo foi montada inteira com móveis reutilizados. Em julho de 2026 a marca foi selecionada para a Mostra Minas Circular.

Em 2025 a marca viralizou nas redes e a barraca da feira virou fila. A comunidade ganhou nome: Tsunamis. Vieram o desfile no Minas Trend, a reportagem do Pequenas Empresas & Grandes Negócios, a ExpoFavela Minas e, em junho de 2026, a primeira loja física.

O quartel de crocheteiras

Antes de chegar às mãos do nosso quartel de crocheteiras, cada bolsa nasce primeiro aqui: nas minhas mãos, no silêncio do meu ateliê, ponto por ponto. É assim que eu entendo a peça, ajusto o caminho e encontro o padrão que representa a MG. Depois, ela segue para o mundo.

Mãos de uma macrameira fechando os nós de uma bolsa

Macramê, nó a nó

Mãos de uma crocheteira tecendo uma bolsa preta

O ponto miúdo

Duas crocheteiras trabalhando lado a lado

Duas de cada vez

Retrato de uma das artesãs do quartel

Quem faz

Márgelo conversando com uma crocheteira

Com o Márgelo

Quadradinho da vovó apoiado num banco

O quadradinho

Trajetória

Da barraca à passarela.

1970s

A barraca na Feira Hippie

Barraca na Feira Hippie de Belo Horizonte

Márgelo Barbosa começa a expor na maior feira de rua a céu aberto da América Latina, todo domingo, no centro de Belo Horizonte.

2020

Macramê no lockdown

Peças de macramê da coleção de 2020

Durante a pandemia, nasce uma coleção inteira de macramê feita em casa. Quando a feira volta, a coleção estoura e o crochê vem em seguida.

2025

O tsunami

Fila de clientes na barraca da Feira Hippie

A marca viraliza nas redes. A influenciadora Jéssica Mendes leva uma multidão à barraca e a comunidade ganha nome: Tsunamis.

out 2025

Minas Trend

Desfile no Minas Trend

A bolsa Hum Eu Quero Essa Lindeza desfila na passarela do Minas Trend, com franjas em fio de malha residual.

jan 2026

Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Gravação de reportagem no ateliê

A história do ateliê e do quartel de crocheteiras vai ao ar na Globo, e também no Prosa de Moda, da Rede Minas.

jun 2026

Loja no Mercado Novo

Loja da MG Bolsas no Mercado Novo

A primeira loja física abre no terceiro andar do Mercado Novo, montada inteira com móveis reutilizados.