Mais de 35 mulheres tiram renda desse fio, em quatro bases de produção: Alípio de Melo e Planalto, em BH, Vespasiano e São João del Rei. Adri e Laís comandam o quartel. O Márgelo não chama de colaboradoras: chama de parceiras.
Em 2025 a Nina saiu da barraca da Feira Hippie e caiu nas redes. Veio um tsunami de mulheres atrás dela. É o ponto mais antigo do crochê, o granny square, tecido em fio de malha residual e montado em sacola, ponto a ponto.
01Fio de malha residual, sobra da indústria têxtil
02Cada rolo chega numa cor: nenhuma sai igual
03Montada à mão por uma crocheteira do quartel
04Da barraca da feira para a passarela do Minas Trend
Cada bolsa nasce nas mãos do Márgelo, no silêncio do ateliê. Depois segue para as mãos de mulheres que transformam fio náutico, sobras de malha e madeira em peças que não se repetem. O que você carrega tem nome, tem história e tem quem fez.
Quem faz
O que fica
As mãos
Antes de chegar às mãos do nosso quartel de crocheteiras, cada bolsa nasce primeiro aqui: nas minhas mãos, no silêncio do meu ateliê, ponto por ponto. É assim que eu entendo a peça, ajusto o caminho e encontro o padrão que representa a MG. Depois, ela segue para o mundo.
Márgelo Barbosa
+0
mulheres com renda na rede
Sebrae Minas, 2026
0
bases de produção
BH, Vespasiano e São João del Rei
0 anos
de Feira Hippie, todo domingo
desde os anos 1970
“Eu não tenho colaboradores. Nós somos todos, estamos em um navio só, então somos parceiros. O que eu vender atinge a elas também.”
Márgelo, no vídeo sobre o quartel, maio de 2025
Adri e Laís comandam o quartel, as sargentonas, como o Márgelo chama. As duas também trabalham como cuidadoras.
As quatro bases
Alípio de MeloBelo Horizonte
PlanaltoBelo Horizonte
VespasianoRegião metropolitana
São João del ReiCampo das Vertentes
Macramê, nó a nó
O ponto miúdo
Duas de cada vez
Quem faz
Com o Márgelo
O quadradinho
Quando uma peça não fica do jeito, ela senta com a crocheteira e desmancha. As bolsas levam nomes de mulheres reais: musas, clientes e amigas que cruzaram a passarela da Feira, como a jornalista Larissa e a artesã Nega Lora.
Circular
Tem gente que vê coisa velha. O Márgelo vê possibilidade.
Grande parte do nosso espaço no Mercado Novo foi construída com móveis e materiais reutilizados. O fio de malha das Ninas e das Luanas é sobra da indústria têxtil. Circularidade, pra mim, não é tendência. É consciência. E talvez o luxo do futuro seja justamente esse: criar sem desperdiçar.
Márgelo Barbosa, no Dia da Reciclagem de 2026
Selecionada para a Mostra Minas Circular, julho de 2026
Tsunamis
Quarenta mil mulheres. Uma barraca.
Tsunami é como o Márgelo chama quem chega. Foi assim que a fila apareceu na Feira Hippie, e é assim que a bolsa sai da barraca e vai parar na praia, na passarela e no seu feed. Algumas já atravessaram o oceano: há MG nos Estados Unidos, na França, na Itália, na Espanha e na Suíça.
“Meu Tsunami, vocês zeraram tudo! Fomos da feira ao Minas Trend, foi uma onda linda de amor e reconhecimento.”
Márgelo, 1 de novembro de 2025 · 23 mil curtidas
Marque @bolsas.artesanais_margelo na sua foto. A próxima onda pode ser a sua.
Na imprensaPequenas Empresas & Grandes NegóciosGlobo, jan 2026Prosa de ModaRede Minas, 2026Minas TrendPassarela, out 2025ExpoFavela MinasFeira, mai 2026Mostra Minas CircularSelecionada, jul 2026Sebrae MinasCaso de gestão, jul 2026